29 de setembro de 2020

Mas não mais

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Antonio Fais

Acho que uma das palavras mais longas da língua portuguesa é o mas. O tempo entre ele e a próxima palavra parece durar uma eternidade, ainda mais quando vem antecedido de elogios.

Mas tem um mas que me incomoda mais: aquele que vem depois do desculpe-me.

“Me perdoe, mas é que você…” ou “Desculpa, mas ontem minha mãe… meu filho… o trânsito… etc. etc. e tal”.

Pouco importam os motivos, verdadeiros ou inventados, eles apenas aumentam a discussão, as réplicas e as tréplicas.

Se você realmente quer manter essa relação (profissional, familiar, sentimental ou de amizade), mesmo que você tenha razão, diga apenas “Perdoe-me, o que posso fazer para reparar o que aconteceu?”.

Sempre que houver um mas em sua frase, pense um pouco mais, talvez ele não seja mais necessário.

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1 thought on “Mas não mais

  1. Quantas vezes achamos que pegamos toda a razão no mundo para nós mesmos e colocamos em prática situações que criamos dentro de nossas cabeças. E o tempo nos mostra que aquele Mas fez toda a diferença e descobrimos que estávamos errados. Mas, na vida nem sempre existe um retorno. Muito bom o texto.

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